Custa mas tem que ser. Este é o último post oficial neste endereço de blog.
Após quase um ano (este blog foi criado em fins de Agosto de 2004), vejo-me obrigado a mudar de endereço, mas as razões dessa decisão são explicadas no meu novo blog.
Em pouco mais de um ano é a segunda vez que mudo de endereço de blog, mas mudar é crescer, evoluir...
Agradeço a todos os que visitaram este blog, mas a festa não acabou e "the show must go on". E continua... Em http://macballister.blog.com
Até já...
Luís Peixoto, the Scottish
Segunda-feira, Agosto 15, 2005
Sexta-feira, Agosto 12, 2005
Persistence of Memory

A sala estava vazia... Por muito pequena que fosse, nunca aquele pequeno espaço tinha sido tão grande. Vazio, frio, quase abandonado... Os sons que se ouviam, ecoavam de longe. Longe fisicamente, muito mais longe no pensamento. O tempo tinha voado, ainda ontem não estava ali. Aquela sala tinha guitarras, mas nem um estalido de uma corda se ouvia. Nem mesmo os passos mais apressados dos que querem ser mais do que nós incomodavam...
Dei por mim a viajar no tempo e a retrospectivar a minha vida. Só Damien Rice era capaz de prender a atenção, só a sua Blower's Daughter tinha a capacidade de ecoar por toda a sala. A única música que existia naquele computador parecia estar ali para este momento. Sozinho, mas ao mesmo tempo acompanhado. Fragmentos de memória acompanhavam-me durante aqueles curtos minutos. O retroceder de um ano e pensar o que eu era, pensar o que sou e mais do que isso, pensar o que poderei ser...
Por um lado, a nostalgia... Por outro, a ansiedade de quem espera pelos dias de descanso. Se por um lado pensava em descansar, por outro, pensava nos momentos únicos que tinha vivido durante o ano que tinha passado. Únicos. Mesmo aqueles em que tudo se resumia a olhar para um livro e não saber o que dizer ou pensar. Mesmo aqueles em que deixava de racionalizar e só conseguia fechar os olhos e pensar que um dia, tudo aquilo valerá a pena.
A música acabou. Com ela, um ano passou... E mesmo que um dia eu ache tudo isto muito ridículo, fica o desejo de repetir por muitos anos tudo o que vivi, não só neste ano, mas nos 20 anos que tive a felicidade de viver até hoje.
Afinal, valeu a pena esperar.
Obrigado aos que me dão o privilégio de os acompanhar. Aos que conheço há menos de um ano e muito especialmente, aos que eu acompanho há anos...
Sois os maiores...
O melhor é não fazer "repeat" da música do Damien Rice que isto tá a ficar sentimentalista demais.
Luís Peixoto, the Scottish
Garden beauty

Ao visitar um blog bem conhecido, recordei-me de um dos melhores filmes que vi. E não, não falo do "Braveheart" (porque esse é o melhor), mas sim de "Garden State".
Aqueles que me conhecem bem, sabem que eu gosto de cinema um bocado alternativo e que dispenso muito bem filmes de super-heróis e de gajos que vão para a selva e limpam tudo... Até vão pensar, "Óh, é mais um filme muito à frente que este gajo viu...". É e não é. É muito à frente porque está muito à frente da maioria dos filmes, mas ao mesmo tempo não o é porque é um filme de uma simplicidade que chegamos a duvidar dela.
Já vi o filme há uns meses atrás, mas por mim via-o todos os dias. Acho que o DVD ainda não saiu, mas quando saír não vai demorar muito até eu o ter nas minhas mãos. E o mesmo devia acontecer com toda a gente. É o filme obrigatório. A simplicidade do filme faz-nos pensar na complexidade em que tornámos as nossas vidas, mesmo sendo tudo tão simples, assustadoramente simples.
Zach Braff é actor, realizador e argumentista deste filme. E o rapaz tem talento. Até porque já o tinha mostrado e continua a mostrar em "Scrubs", ou em português "Médicos e Estagiários", que passa na Sic Radical. Além disso, tem a Natalie Portman... E sim, convém ver o filme duas vezes, uma para ver o filme, outra para ver a Natalie Portman.
É o tipo de filme que nos deixa com aquele sorriso estúpido no fim do filme, mas o sorriso de criança que adorou comer um chocolate. Neste caso, de adulto (ou não) que acabou de ver um dos melhores filmes de sempre. E é extremamente fácil identificarmo-nos com as personagens. Até parece que Zach Braff se inspirou na vida de cada um de nós para fazer este filme...
Como se tudo isto não chegasse, tem uma banda sonora muito, mas mesmo muito boa... Aliás, para quem quiser, recomendo a música "Fair", dos Remy Zero.
Quem quiser aprofundar conhecimentos sobre o filme, pode visitar http://www.rottentomatoes.com/m/garden_state/ .
A imagem que está no início deste artigo foi escolhida por mim, porque acho que é uma das imagens do filme que mais significado tem, para quem já o viu.
O filme é esta imagem, ou esta imagem é o filme...
Luís Peixoto, the Scottish
Domingo, Agosto 07, 2005
Imagem dupla
Inauguro aqui neste acolhedor blog, o espaço "Imagem dupla".
Todos já reparamos que existem pessoas muito parecidas e muitos de nós até suspeitam que uma pessoa desempenhe duas personagens sem que reparemos. Pois é, nunca se sabe se é um plano para dominarem o Mundo, por isso, este espaço tem como objectivo divulgar estas mesmas pessoas que se fazem passar por outras, mas que na realidade são uma e a mesma pessoa.
Brevemente colocarei um desses casos aqui.
Luís Peixoto, the Scottish
Todos já reparamos que existem pessoas muito parecidas e muitos de nós até suspeitam que uma pessoa desempenhe duas personagens sem que reparemos. Pois é, nunca se sabe se é um plano para dominarem o Mundo, por isso, este espaço tem como objectivo divulgar estas mesmas pessoas que se fazem passar por outras, mas que na realidade são uma e a mesma pessoa.
Brevemente colocarei um desses casos aqui.
Luís Peixoto, the Scottish
Segunda-feira, Agosto 01, 2005
Diário de Bordo - Dia 3
Dia 20 de Julho de 2005.
Era já Quarta-feira, meio da semana e ainda nada de produtivo para a sociedade estes 4 tinham feito. O dia começara cedo, por volta das 9 horas. A hora não era de resmungar (por muito que o Bósnia o quisesse), mas sim de acordar e preparar para visitar a vetusta Bracara Augusta.
A chamada higiene pessoal estava feita. O melhor era beber um leite ou café matinal e partir para Braga. Havia muito que fazer (ou não) na Faculdade destes 4. A todo o momento podia saír a nota da última disciplina a saber. Em caso de nota negativa, havia que inscrever para Setembro e o prazo era só até Sexta-feira. O momento da verdade estava perto...
Com um misto de ansiedade por chegar a Braga e nervosismo por saber a nota, os 4 fazem os 40 km que separam o Gerês de Braga (e vice-versa).
Foi como mudar do dia para a noite. No Gerês, respirava-se um ar limpo que em poucos locais se encontra e o sol brilhava o quanto queria. Em Braga, o ar estava seco, havia uma espécie de neblina criada pelo fumo dos incêndios. O cheiro a fumo, esse, era intenso. Não restavam dúvidas. Estavamos na nossa tão estimada cidade.
Na Faculdade já se perfilavam alguns curiosos à espera da nota. Quando souberam que a nota não tinha saído, criou-se um ambiente de guerrilha. Um exército de membros do sexo femenino preparava-se para invadir a secretaria enquanto aos 4 só lhes apetecia dizer "Oh amigo, isto num é benha benha benha...". Mas isso nunca resolve nada. Resignados, os 4 contfraternizaram com as pessoas que iam encontrando por lá, talvez matando já saudades dos árduos dias de trabalho que ali passaram juntos, embora pouco tempo tivesse corrido desde aí.
Depois de tudo isto, chegaram à brilhante conclusão que o melhor era irem almoçar. O Bale decidiu ir almoçar a casa, com a família. O Rui tomou a mesma decisão. No entanto, o Xapo e o Bósnia, tinham coisas combinadas com membros do sexo oposto. Não sei o que se passou durante aquele almoço, mas acho que não o quero saber, pelo menos para já...
A tarde foi passada em casa, mas antes ainda houve tempo de ir jogar no Euro Milhões. Diga-se, que não deu nada.
Ao fim da tarde, o regresso ao Gerês era inevitável e foi com um sentimento de alívio que os 4 sentiram de novo a liberdade desta terra. Neste momento já o Rui tinha escrito mil milhões de SMS e o Xapo não queria perder este duelo e não deixou também de mandar SMS.
As tendas estavam no mesmo sítio, tudo estava no mesmo sítio, ou seja, fora do sítio. Sim, porque arrumação era palavra que por vezes escapava aos 4. Hora de jantar e tudo "a ber...".
Uma esparguete com natas e pedaços de fiambre, acompanhada com salsichas "foi que nem rosca". Soube a cabrito. Uma maravilha. No entanto, só no fim de jantar é que estes se aperceberam que tinham comido demais... Por momentos, Bale e Bósnia sentiram que estavam prestes a estourar, qual Big Bang...
A noite caía e para variar, não havia muito para fazer, além de conversar e "ber...".
Enganem-se os que pensam que isto foi entediante. Os dias estavam a passar sem que se desse por isso...
Luís Peixoto, the Scottish
Era já Quarta-feira, meio da semana e ainda nada de produtivo para a sociedade estes 4 tinham feito. O dia começara cedo, por volta das 9 horas. A hora não era de resmungar (por muito que o Bósnia o quisesse), mas sim de acordar e preparar para visitar a vetusta Bracara Augusta.
A chamada higiene pessoal estava feita. O melhor era beber um leite ou café matinal e partir para Braga. Havia muito que fazer (ou não) na Faculdade destes 4. A todo o momento podia saír a nota da última disciplina a saber. Em caso de nota negativa, havia que inscrever para Setembro e o prazo era só até Sexta-feira. O momento da verdade estava perto...
Com um misto de ansiedade por chegar a Braga e nervosismo por saber a nota, os 4 fazem os 40 km que separam o Gerês de Braga (e vice-versa).
Foi como mudar do dia para a noite. No Gerês, respirava-se um ar limpo que em poucos locais se encontra e o sol brilhava o quanto queria. Em Braga, o ar estava seco, havia uma espécie de neblina criada pelo fumo dos incêndios. O cheiro a fumo, esse, era intenso. Não restavam dúvidas. Estavamos na nossa tão estimada cidade.
Na Faculdade já se perfilavam alguns curiosos à espera da nota. Quando souberam que a nota não tinha saído, criou-se um ambiente de guerrilha. Um exército de membros do sexo femenino preparava-se para invadir a secretaria enquanto aos 4 só lhes apetecia dizer "Oh amigo, isto num é benha benha benha...". Mas isso nunca resolve nada. Resignados, os 4 contfraternizaram com as pessoas que iam encontrando por lá, talvez matando já saudades dos árduos dias de trabalho que ali passaram juntos, embora pouco tempo tivesse corrido desde aí.
Depois de tudo isto, chegaram à brilhante conclusão que o melhor era irem almoçar. O Bale decidiu ir almoçar a casa, com a família. O Rui tomou a mesma decisão. No entanto, o Xapo e o Bósnia, tinham coisas combinadas com membros do sexo oposto. Não sei o que se passou durante aquele almoço, mas acho que não o quero saber, pelo menos para já...
A tarde foi passada em casa, mas antes ainda houve tempo de ir jogar no Euro Milhões. Diga-se, que não deu nada.
Ao fim da tarde, o regresso ao Gerês era inevitável e foi com um sentimento de alívio que os 4 sentiram de novo a liberdade desta terra. Neste momento já o Rui tinha escrito mil milhões de SMS e o Xapo não queria perder este duelo e não deixou também de mandar SMS.
As tendas estavam no mesmo sítio, tudo estava no mesmo sítio, ou seja, fora do sítio. Sim, porque arrumação era palavra que por vezes escapava aos 4. Hora de jantar e tudo "a ber...".
Uma esparguete com natas e pedaços de fiambre, acompanhada com salsichas "foi que nem rosca". Soube a cabrito. Uma maravilha. No entanto, só no fim de jantar é que estes se aperceberam que tinham comido demais... Por momentos, Bale e Bósnia sentiram que estavam prestes a estourar, qual Big Bang...
A noite caía e para variar, não havia muito para fazer, além de conversar e "ber...".
Enganem-se os que pensam que isto foi entediante. Os dias estavam a passar sem que se desse por isso...
Luís Peixoto, the Scottish
Sexta-feira, Julho 29, 2005
Irlanda de todos
"IRA ordena fim da luta armada
Em comunicado, o IRA refere que «ordenou formalmente o fim da luta armada, com efeito às 16:00 de hoje».
O IRA pede ainda aos seus membros que deponham as armas e contribuam para alcançar os seus objectivos por meios exclusivamente «democráticos, políticos e pacíficos».
No entanto, a organização sublinha que não se dissolverá, um dos pedidos apresentados pelos unionistas para negociar com o Sinn Fein, braço armado do IRA, a formação de um governo partilhado no Ulster, que permanece suspenso desde 2002 por um suposto caso de espionagem do IRA em departamentos governamentais.
Esta decisão histórica do IRA, que cumpre um cessar-fogo em vigor desde 1997, deve conduzir à desactivação do conjunto do aparelho paramilitar da organização, iniciativa sem precedentes desde a formação desdte grupo clandestino em 1970." - in TSF.
Finalmente, o IRA (Irish Republican Army) deu um exemplo a todos os outros grupos armados do Mundo. É com enorme satisfação pessoal que vejo esta notícia (divulgada ontem). No entanto, acho que não devo ser o único a quase emocionar-me ao ler esta notícia. Ao fim de muitos anos, abre-se um novo caminho para alcançar a paz na Irlanda do Norte e quem sabe, finalmente unificar as duas Irlandas numa só. É isso que eu espero, para um país que me diz tanto e que tanto merece ser grande...
Luís Peixoto, the Scottish
Em comunicado, o IRA refere que «ordenou formalmente o fim da luta armada, com efeito às 16:00 de hoje».
O IRA pede ainda aos seus membros que deponham as armas e contribuam para alcançar os seus objectivos por meios exclusivamente «democráticos, políticos e pacíficos».
No entanto, a organização sublinha que não se dissolverá, um dos pedidos apresentados pelos unionistas para negociar com o Sinn Fein, braço armado do IRA, a formação de um governo partilhado no Ulster, que permanece suspenso desde 2002 por um suposto caso de espionagem do IRA em departamentos governamentais.
Esta decisão histórica do IRA, que cumpre um cessar-fogo em vigor desde 1997, deve conduzir à desactivação do conjunto do aparelho paramilitar da organização, iniciativa sem precedentes desde a formação desdte grupo clandestino em 1970." - in TSF.
Finalmente, o IRA (Irish Republican Army) deu um exemplo a todos os outros grupos armados do Mundo. É com enorme satisfação pessoal que vejo esta notícia (divulgada ontem). No entanto, acho que não devo ser o único a quase emocionar-me ao ler esta notícia. Ao fim de muitos anos, abre-se um novo caminho para alcançar a paz na Irlanda do Norte e quem sabe, finalmente unificar as duas Irlandas numa só. É isso que eu espero, para um país que me diz tanto e que tanto merece ser grande...
Luís Peixoto, the Scottish
Terça-feira, Julho 26, 2005
A verdade dos factos
Comunicado oficial do autor deste mesmo blog, portanto, aquele que estão a ler neste momento, a não ser que já o tenham lido e isso já não conta como o blog ser este. E tal...
Eu, Scottish, após a cuidada leitura de alguns comentários colocados aqui neste blog, venho por este meio repôr a verdade, para que nada fique em tom dúbio. Fui constantemente acusado aqui de "boiolice" por elementos que visitam o meu blog, nomeadamente por um indíviduo que se esconde por trás de um nome como "sem alcunha", mas o qual eu sei onde mora. Ah pois é...
Por isto, venho aqui saír em minha própria defesa, para que a minha masculinidade não seja posta em causa. Contra factos não há argumentos, por isso, passo a apresentar as seguintes provas da minha masculinidade.
1.
a) Aquando da minha fase escolar (entenda-se, em criança) utilizei meias brancas com raquetes cruzadas com a inscrição "Tennis". Isto, como todos devem saber, é de homem. Quem nunca as utilizou, não é homem;
b) E mais! Essas mesmas meias foram sendo utilizadas numa fase posterior a essa. Aliás, muito depois dessa fase ainda as utilizei. Diria mais. Não tenho provas, mas julgo estar em condições de afirmar que ainda hoje possuo uns pares de meias desse género, embora não as utilize como prática corrente.
2. Como consta no artigo 5, alínea b, parágrafo 6 e linha 8 do Código da Masculinidade, ler o jornal desportivo todos os dias, é de homem. Ora, possuo provas de que o faço diariamente, podendo até mostrar, a quem se predispuser a tal, os jornais dos últimos dias.
3. Como são prova os dois artigos anteriores a este, publicados neste blog, estive a acampar no Gerês. Isso, mais uma vez, é de homem. Mais ainda é o facto de ter mergulhado nas gélidas águas do Gerês. É um dado adquirido de que essas águas, fazem enrijecer, à homem! E mais... Já é o quarto ano consecutivo que o faço.
4. Outra das provas da minha masculinidade, é o facto de comer arroz de frango desalmadamente e ser adepto da chamada cerveja. Claro que no fim de consumar estes dois actos, tem que se arrotar. Aí sim, é de homem.
5. Por último, basta dizer que detenho cerca de 33% de um CD dos Diapasão. Isto, porque a compra foi repartida por 3 indivíduos, sendo eles eu, o Acosta e o Cocas. Mais uma vez, isto é de homem.
Por tudo isto, ninguém ouse colocar em causa a masculinidade de alguém que apresenta estes factos. Até porque, o termo boiola pode ter diversas interpretações.
Bem sei que acusei os franceses de serem boiolas. E são. Eles não usam meias Tennis, não costumam ler jornais desportivos, não têm o Gerês, não conhecem o arroz de frango e a cerveja e principalmente, não têm os Diapasão...
P.S. - O relato do Diário de Bordo continua brevemente.
Luís Peixoto, the Scottish
Eu, Scottish, após a cuidada leitura de alguns comentários colocados aqui neste blog, venho por este meio repôr a verdade, para que nada fique em tom dúbio. Fui constantemente acusado aqui de "boiolice" por elementos que visitam o meu blog, nomeadamente por um indíviduo que se esconde por trás de um nome como "sem alcunha", mas o qual eu sei onde mora. Ah pois é...
Por isto, venho aqui saír em minha própria defesa, para que a minha masculinidade não seja posta em causa. Contra factos não há argumentos, por isso, passo a apresentar as seguintes provas da minha masculinidade.
1.
a) Aquando da minha fase escolar (entenda-se, em criança) utilizei meias brancas com raquetes cruzadas com a inscrição "Tennis". Isto, como todos devem saber, é de homem. Quem nunca as utilizou, não é homem;
b) E mais! Essas mesmas meias foram sendo utilizadas numa fase posterior a essa. Aliás, muito depois dessa fase ainda as utilizei. Diria mais. Não tenho provas, mas julgo estar em condições de afirmar que ainda hoje possuo uns pares de meias desse género, embora não as utilize como prática corrente.
2. Como consta no artigo 5, alínea b, parágrafo 6 e linha 8 do Código da Masculinidade, ler o jornal desportivo todos os dias, é de homem. Ora, possuo provas de que o faço diariamente, podendo até mostrar, a quem se predispuser a tal, os jornais dos últimos dias.
3. Como são prova os dois artigos anteriores a este, publicados neste blog, estive a acampar no Gerês. Isso, mais uma vez, é de homem. Mais ainda é o facto de ter mergulhado nas gélidas águas do Gerês. É um dado adquirido de que essas águas, fazem enrijecer, à homem! E mais... Já é o quarto ano consecutivo que o faço.
4. Outra das provas da minha masculinidade, é o facto de comer arroz de frango desalmadamente e ser adepto da chamada cerveja. Claro que no fim de consumar estes dois actos, tem que se arrotar. Aí sim, é de homem.
5. Por último, basta dizer que detenho cerca de 33% de um CD dos Diapasão. Isto, porque a compra foi repartida por 3 indivíduos, sendo eles eu, o Acosta e o Cocas. Mais uma vez, isto é de homem.
Por tudo isto, ninguém ouse colocar em causa a masculinidade de alguém que apresenta estes factos. Até porque, o termo boiola pode ter diversas interpretações.
Bem sei que acusei os franceses de serem boiolas. E são. Eles não usam meias Tennis, não costumam ler jornais desportivos, não têm o Gerês, não conhecem o arroz de frango e a cerveja e principalmente, não têm os Diapasão...
P.S. - O relato do Diário de Bordo continua brevemente.
Luís Peixoto, the Scottish
Domingo, Julho 24, 2005
Diário de bordo - Dia 2
Dia 19 de Julho de 2005.
O dia começa com o Sol a mostrar-se sem receios sobre as imponentes montanhas do Gerês. A luz envolvida numa pequena brisa matinal fizeram acordar Bale antes de todos os outros, cerca das 9 da manhã. O padeiro também contribui para este despertar, fazendo soar a sua incessante buzina por todo o parque. Bale acorda e exclama: "Ohh Xapo!", numa tentativa de acordar Cocas. Tentativa esta que foi bem sucedida. Após o chamado banho matinal, ambos vão tomar um café à máquina da PUUUUURTARIA!!!. O Rui ainda estava a despertar e o Bósnia, esse, ainda estava enfiado no saco cama, qual sardinha dentro da lata.
Como era preciso fazer compras para comer, o Bale e o Cocas foram até à vila, a pé. Havia algum movimento por lá, mas não havia era dinheiro no bolso de ambos e muito menos nas caixas multibanco. Teria que se esperar pelos outros dois para fazer compras. Depois de mais de uma hora "a ber" nas arcadas da vila, eis que chega o Bósnia e o Rui. O Rui já há muito que estava acordado, mas ficou à espera de sua mordomia Bósnia, que dormiu até às 11.
Chegados todos à vila, havia que fazer compras para jantar à noite. Ao almoço mais uma vez, os chamados "hambúrgas" rolaram bem. De tarde, se a memória não me falha, os 4 desceram o rio pelo meio dos calhaus, sem que qualquer um deles tenha desafiado a gravidade a tal ponto de olhar mais de perto as pedras e o rio. Depois disto, só um mergulho na lagoa revitalizaria estes quatro. Verdade seja dita, aquela lagoa até revitalizaria D. Afonso Henriques...
Tava na hora de começar a cozinhar. Junto ao rio, o Bósnia começava a preparar a esparguete e o Bale fazia as brasas para as fêveras. Começava a anoitecer e a comida ainda não estava pronta. Solução? Velas... Num cenário quase medieval, em que se comia carne com massa, onde se bebia por canecas de alúminio enquanto se ouvia o som do rio a correr e onde as velas iluminavam a mesa de pedra, passou-se aquele que foi o melhor jantar da semana no Gerês. Não em termos de qualidade do alimento (embora fosse enorme), mas sim do ambiente vivido.
À noite, a guitarra continuava a ser a melhor companhia destes 4, fazendo ecoar por todo o parque músicas bem conhecidas de todos eles. Já passava das 23 horas, hora a partir da qual não se podia fazer qualquer tipo de ruído.
Amanhã era dia de ir a Braga, à Faculdade. Por isso, o melhor era dormirem para acordarem cedo, tarefa que viria a ser hercúlea para todos... Mas isso, é história para o próximo dia.
Luís Peixoto, the Scottish
O dia começa com o Sol a mostrar-se sem receios sobre as imponentes montanhas do Gerês. A luz envolvida numa pequena brisa matinal fizeram acordar Bale antes de todos os outros, cerca das 9 da manhã. O padeiro também contribui para este despertar, fazendo soar a sua incessante buzina por todo o parque. Bale acorda e exclama: "Ohh Xapo!", numa tentativa de acordar Cocas. Tentativa esta que foi bem sucedida. Após o chamado banho matinal, ambos vão tomar um café à máquina da PUUUUURTARIA!!!. O Rui ainda estava a despertar e o Bósnia, esse, ainda estava enfiado no saco cama, qual sardinha dentro da lata.
Como era preciso fazer compras para comer, o Bale e o Cocas foram até à vila, a pé. Havia algum movimento por lá, mas não havia era dinheiro no bolso de ambos e muito menos nas caixas multibanco. Teria que se esperar pelos outros dois para fazer compras. Depois de mais de uma hora "a ber" nas arcadas da vila, eis que chega o Bósnia e o Rui. O Rui já há muito que estava acordado, mas ficou à espera de sua mordomia Bósnia, que dormiu até às 11.
Chegados todos à vila, havia que fazer compras para jantar à noite. Ao almoço mais uma vez, os chamados "hambúrgas" rolaram bem. De tarde, se a memória não me falha, os 4 desceram o rio pelo meio dos calhaus, sem que qualquer um deles tenha desafiado a gravidade a tal ponto de olhar mais de perto as pedras e o rio. Depois disto, só um mergulho na lagoa revitalizaria estes quatro. Verdade seja dita, aquela lagoa até revitalizaria D. Afonso Henriques...
Tava na hora de começar a cozinhar. Junto ao rio, o Bósnia começava a preparar a esparguete e o Bale fazia as brasas para as fêveras. Começava a anoitecer e a comida ainda não estava pronta. Solução? Velas... Num cenário quase medieval, em que se comia carne com massa, onde se bebia por canecas de alúminio enquanto se ouvia o som do rio a correr e onde as velas iluminavam a mesa de pedra, passou-se aquele que foi o melhor jantar da semana no Gerês. Não em termos de qualidade do alimento (embora fosse enorme), mas sim do ambiente vivido.
À noite, a guitarra continuava a ser a melhor companhia destes 4, fazendo ecoar por todo o parque músicas bem conhecidas de todos eles. Já passava das 23 horas, hora a partir da qual não se podia fazer qualquer tipo de ruído.
Amanhã era dia de ir a Braga, à Faculdade. Por isso, o melhor era dormirem para acordarem cedo, tarefa que viria a ser hercúlea para todos... Mas isso, é história para o próximo dia.
Luís Peixoto, the Scottish
Sábado, Julho 23, 2005
Diário de bordo - Dia 1
Dia 18 de Julho de 2005.
Logo pela manhã, quatro jovens rudes, do campo, juntam-se para viver uma das maiores epopeias de sempre. Por questões de anonimato, prefiro chamar-lhes Bale, Bósnia, Cocas e Rui. Assim tenho a certeza de que se manterão incógnitos. Cerca das 9:30, juntam-se na Rua Fonte do Mundo, acompanhados de um elemento extra, Mateus. Todos prontos, arrancam para a casa do Mateus, onde um carro, a abarrotar de carga os espera, para lhes fazer companhia numa longa jornada. Antes de tudo, era hora de Mateus voltar para a terra dos boiolas, para passar um mês. Bósnia leva Mateus ao aeroporto. Este tem alguma dificuldade em fazer entender aos guardas do aeroporto que só quer ir para França e não tem qualquer tipo de explosivo dentro dele. Mateus irrita-se e grita "Pirrrrrroka!!!!!" e leva todos os guardas à frente e acaba por embarcar para Paris. É hora de estes quatro seres partirem para o Gerês.
O carro está cheio, o Bósnia conduz sentado em cima da almofada por questões de espaço, o Bale vai ao lado, com os sacos em cima, deixando por momentos de sentir partes importantes do seu corpo. Atrás vai o Rui, por entre fogões, mochilas e instrumentos musicais. O Cocas??? Ah, afinal o Cocas tá no carro, mas está debaixo da carga, o que impossibilita de o encontrar. Mas há esperança de o encontrar quando chegar ao Gerês.
A viagem corre bem, o som continua a bombar no carro. Após cerca de 45 minutos de viagem, surge o Gerês no horizonte. Ao bom estilo de "Royston Vasey", pouca gente circula na rua e existe ali num canto uma "Local Shop". Uns largos metros adiante, o Parque de Campismo do Vidoeiro. O carro a muito custo consegue levar a carga até ao destino e os 4 escolhem um local ermo e sombrio para passarem estes 5 dias. No topo do parque, montam acampamento, local estratégico para controlar toda a movimentação. O melhor era irem comer qualquer coisa, a chamada fome estava a chegar. Na vila comem-se uns hamburguers muito bons. Correcção, hamburguers é para boiolas, para homens a sério, come-se hambúrgas. Depois de aconchegarem a barriga, dão uma volta para ver o que se passa. Nada de especial, para variar. Após o jantar, nada de novo se passa. Tocam-se umas musiquinhas para passar o tempo. Até ao momento, o tempo útil do Rui contabiliza-se em 20 minutos. O resto foi passado a escrever SMS.
- "Num há gaijas??" - Exclama alguém... Parece que não. O melhor é mesmo dormir. O Bale até queria dormir, mas o Cocas mantinha os seus dois telemóveis activos, escrevendo SMS a torto e a direito. Aposto que com o Bósnia se passa o mesmo do que com o Bale, mas o Rui também dá uso extra ao telemóvel. É o que dá ter mil milhões de mensagens de borla. Diz o Cocas que está a falar com amigas. Bale desconfia dos seus planos e começa a pensar se todas aquelas SMS não serão formas de comunciar com todos os Fafenses com vista a invasão mundial e sua consequente destruição. O Cocas fornece um desses números ao Bale e este averigua os seus planos, contactando uma dessas fontes por SMS.
O dia fica por ali. Amanhã haveria mais...
Frase do dia: "Eu não vivo sem pornografia!" - Rui
Luís Peixoto, the Scottish
Logo pela manhã, quatro jovens rudes, do campo, juntam-se para viver uma das maiores epopeias de sempre. Por questões de anonimato, prefiro chamar-lhes Bale, Bósnia, Cocas e Rui. Assim tenho a certeza de que se manterão incógnitos. Cerca das 9:30, juntam-se na Rua Fonte do Mundo, acompanhados de um elemento extra, Mateus. Todos prontos, arrancam para a casa do Mateus, onde um carro, a abarrotar de carga os espera, para lhes fazer companhia numa longa jornada. Antes de tudo, era hora de Mateus voltar para a terra dos boiolas, para passar um mês. Bósnia leva Mateus ao aeroporto. Este tem alguma dificuldade em fazer entender aos guardas do aeroporto que só quer ir para França e não tem qualquer tipo de explosivo dentro dele. Mateus irrita-se e grita "Pirrrrrroka!!!!!" e leva todos os guardas à frente e acaba por embarcar para Paris. É hora de estes quatro seres partirem para o Gerês.
O carro está cheio, o Bósnia conduz sentado em cima da almofada por questões de espaço, o Bale vai ao lado, com os sacos em cima, deixando por momentos de sentir partes importantes do seu corpo. Atrás vai o Rui, por entre fogões, mochilas e instrumentos musicais. O Cocas??? Ah, afinal o Cocas tá no carro, mas está debaixo da carga, o que impossibilita de o encontrar. Mas há esperança de o encontrar quando chegar ao Gerês.
A viagem corre bem, o som continua a bombar no carro. Após cerca de 45 minutos de viagem, surge o Gerês no horizonte. Ao bom estilo de "Royston Vasey", pouca gente circula na rua e existe ali num canto uma "Local Shop". Uns largos metros adiante, o Parque de Campismo do Vidoeiro. O carro a muito custo consegue levar a carga até ao destino e os 4 escolhem um local ermo e sombrio para passarem estes 5 dias. No topo do parque, montam acampamento, local estratégico para controlar toda a movimentação. O melhor era irem comer qualquer coisa, a chamada fome estava a chegar. Na vila comem-se uns hamburguers muito bons. Correcção, hamburguers é para boiolas, para homens a sério, come-se hambúrgas. Depois de aconchegarem a barriga, dão uma volta para ver o que se passa. Nada de especial, para variar. Após o jantar, nada de novo se passa. Tocam-se umas musiquinhas para passar o tempo. Até ao momento, o tempo útil do Rui contabiliza-se em 20 minutos. O resto foi passado a escrever SMS.
- "Num há gaijas??" - Exclama alguém... Parece que não. O melhor é mesmo dormir. O Bale até queria dormir, mas o Cocas mantinha os seus dois telemóveis activos, escrevendo SMS a torto e a direito. Aposto que com o Bósnia se passa o mesmo do que com o Bale, mas o Rui também dá uso extra ao telemóvel. É o que dá ter mil milhões de mensagens de borla. Diz o Cocas que está a falar com amigas. Bale desconfia dos seus planos e começa a pensar se todas aquelas SMS não serão formas de comunciar com todos os Fafenses com vista a invasão mundial e sua consequente destruição. O Cocas fornece um desses números ao Bale e este averigua os seus planos, contactando uma dessas fontes por SMS.
O dia fica por ali. Amanhã haveria mais...
Frase do dia: "Eu não vivo sem pornografia!" - Rui
Luís Peixoto, the Scottish
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