Há uns dias atrás escrevi aqui no blog as minhas preferências musicais e cinematográficas. Poís é, mas como somos um ser dotado da capacidade de evoluir (alguns parece que não), escrevo este artigo embebido num estado de espírito situado entre o fascínio e a estupefacção... Como uma dádiva dos céus, resolvi ouvir o CD "Genius Loves Company", onde Ray Charles faz duetos com grandes nomes da música como Norah Jones, BB King, Diana Krall, Elton John, James Taylor, entre outros. É um CD que recomendo vivamente a todos os que gostam de música de qualidade, aliás, a toda a gente, mesmo aos que não gostam de música de qualidade, para ver se aprendem alguma coisa...
Naturalmente que respeito os gostos de todos, no entanto, acho que quem não gostar deste CD devia ser sodomizado à bruta por 5 nigerianos, a seco.
Não encontro palavras para definir este CD. É mesmo genial...
Se dúvidas houvesse, fica aqui provado que de facto, Ray é mesmo "rei" naquilo que faz...
Obrigado génio.
Luís Peixoto, the Scottish
sábado, fevereiro 26, 2005
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Voltar a acreditar...
Hoje finalmente voltei a acreditar, voltei a ter uma nova esperança no futuro. Ao fim de 3 anos, voltei a acreditar que era possível invertermos esta situação de desgoverno, esta situação de descrença. Voltei a acreditar eu e muitos outros portugueses, que fartos de serem "manipulados" como se fossem marionetas, decidiram mostrar quem manda, na hora da verdade, o povo é soberano. Não escondo o meu voto, mas também não preciso de o afirmar publicamente, pois acho que já todos sabem. Muitos podem estar a ler isto e a pensar que estou totalmente errado. Posso estar, têm o direito de o pensar, mas se eu pensasse que estava errado, não estava a escrever. Finalmente posso encarar o futuro com optimismo, coisa que tem faltado muito aos portugueses nos últimos anos. Já somos um povo pessimista por natureza, mas quando vemos que o nosso trabalho não é recompensado e que ainda nos mandam trabalhar mais, a motivação vai-se, o optimismo vai-se, a cada dia que passa...
Por isso, espero que esta nova maioria nos traga o optimismo e a motivação necessárias para finalmente olharmos para o futuro a longo prazo e não a curtíssimo prazo, pensando apenas no dia de amanhã. Temos que pensar no depois de amanhã e no depois do depois de amanhã... É preciso acordar, é preciso voltar a acreditar...
E eu acredito...
Luís Peixoto, the Scottish
Por isso, espero que esta nova maioria nos traga o optimismo e a motivação necessárias para finalmente olharmos para o futuro a longo prazo e não a curtíssimo prazo, pensando apenas no dia de amanhã. Temos que pensar no depois de amanhã e no depois do depois de amanhã... É preciso acordar, é preciso voltar a acreditar...
E eu acredito...
Luís Peixoto, the Scottish
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
O belo do despertar...
Pois é, hoje foi o dia do meu último exame deste semestre... Expectativas em relação a ele? As piores... Não estudei quase nada, estava muito mal preparado, o sono não aparecia (até porque tinha acordado às 15 horas ontem)... Mas pronto, tentei esquecer-me do exame e descontraír, como nos disseram os professores.
Ora bem, começo por dizer que nunca tive televisão no quarto, só que ontem lá apareceu uma nova e toca a metê-la no quarto. Como bom "tuga" que sou, quis logo experimentar as funções todas. Quando vi que tinha despertador, foi a loucura... Sem sono, depois de ver o Jay Leno, lá me decidi a tentar dormir e programei a TV para se ligar automáticamente às 07:20 na Sic Notícias. A ideia de acordar a ficar logo a par das notícias deixou-me curioso. Três horas de sono depois, a TV liga-se como se fosse obra divina e eu acordo. Uma das primeiras frases que ouço é: "O nó da Pimenteira está ligeiramente congestionado" ou "Sinal verde para a recta do Dafundo...". Pá, não foi propriamente este o despertar que eu tinha idealizado. Mas pronto, lá ganhei coragem para o belo do banho e para toda a preparação inerente de quando se sai à rua. Vou para a cozinha e ligo a TV, mais uma vez na Sic Notícias, enquanto tomo o pequeno almoço. A meio deste, eis que surge uma visão paranormal, algo muito mais além da própria compreensão humana que me deixou colado à TV com uma extrema vontade de soltar a chamada gargalhada. No entanto, só eu é que tava acordado em casa, não queria perturbar... E que visão era essa? Eis que surge no chamado televisor, o líder do BE, Francisco Louçã, que decide presentear os telespectadores com um número arriscado de "quase-dança", enquanto ouve um som meio "reggae" meio "rap" num comício. Digo "quase-dança" porque de facto, era dança, mas ao mesmo tempo não era. Era apenas um bater de palmas frenético e compulsivo, ao mesmo compasso em que balançava ligeiramente as pernas com ar de loucura, ao bom estilo dos anos 20. Atenção que não estou a pôr em causa a competência de Francisco Louçã (falando muito seriamente). Apenas achei um momento invulgar de televisão e ainda bem que estes momentos acontecem...
Acabo de tomar o pequeno almoço, ainda perturbado (positivamente) por aquela visão e dirigo-me calmamente para a Faculdade, uma hora antes do exame, para estudar "à pressão".
Pois, tanta preocupação e afinal, o exame até correu bem...
Hoje aprendi que as coisas boas da vida (como uma boa gargalhada) estão mesmo à nossa frente e mesmo perturbados pela preocupação ou pelo stress, podemos esquecer as coisas "sérias" da vida e soltar a bela da gargalhada quando menos esperamos...
Digam lá se este não é um belo de um despertar...
Luís Peixoto, the Scottish
Ora bem, começo por dizer que nunca tive televisão no quarto, só que ontem lá apareceu uma nova e toca a metê-la no quarto. Como bom "tuga" que sou, quis logo experimentar as funções todas. Quando vi que tinha despertador, foi a loucura... Sem sono, depois de ver o Jay Leno, lá me decidi a tentar dormir e programei a TV para se ligar automáticamente às 07:20 na Sic Notícias. A ideia de acordar a ficar logo a par das notícias deixou-me curioso. Três horas de sono depois, a TV liga-se como se fosse obra divina e eu acordo. Uma das primeiras frases que ouço é: "O nó da Pimenteira está ligeiramente congestionado" ou "Sinal verde para a recta do Dafundo...". Pá, não foi propriamente este o despertar que eu tinha idealizado. Mas pronto, lá ganhei coragem para o belo do banho e para toda a preparação inerente de quando se sai à rua. Vou para a cozinha e ligo a TV, mais uma vez na Sic Notícias, enquanto tomo o pequeno almoço. A meio deste, eis que surge uma visão paranormal, algo muito mais além da própria compreensão humana que me deixou colado à TV com uma extrema vontade de soltar a chamada gargalhada. No entanto, só eu é que tava acordado em casa, não queria perturbar... E que visão era essa? Eis que surge no chamado televisor, o líder do BE, Francisco Louçã, que decide presentear os telespectadores com um número arriscado de "quase-dança", enquanto ouve um som meio "reggae" meio "rap" num comício. Digo "quase-dança" porque de facto, era dança, mas ao mesmo tempo não era. Era apenas um bater de palmas frenético e compulsivo, ao mesmo compasso em que balançava ligeiramente as pernas com ar de loucura, ao bom estilo dos anos 20. Atenção que não estou a pôr em causa a competência de Francisco Louçã (falando muito seriamente). Apenas achei um momento invulgar de televisão e ainda bem que estes momentos acontecem...
Acabo de tomar o pequeno almoço, ainda perturbado (positivamente) por aquela visão e dirigo-me calmamente para a Faculdade, uma hora antes do exame, para estudar "à pressão".
Pois, tanta preocupação e afinal, o exame até correu bem...
Hoje aprendi que as coisas boas da vida (como uma boa gargalhada) estão mesmo à nossa frente e mesmo perturbados pela preocupação ou pelo stress, podemos esquecer as coisas "sérias" da vida e soltar a bela da gargalhada quando menos esperamos...
Digam lá se este não é um belo de um despertar...
Luís Peixoto, the Scottish
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