segunda-feira, agosto 15, 2005

The last, but not lost...

Custa mas tem que ser. Este é o último post oficial neste endereço de blog.
Após quase um ano (este blog foi criado em fins de Agosto de 2004), vejo-me obrigado a mudar de endereço, mas as razões dessa decisão são explicadas no meu novo blog.
Em pouco mais de um ano é a segunda vez que mudo de endereço de blog, mas mudar é crescer, evoluir...

Agradeço a todos os que visitaram este blog, mas a festa não acabou e "the show must go on". E continua... Em http://macballister.blog.com


Até já...



Luís Peixoto, the Scottish

sexta-feira, agosto 12, 2005

Persistence of Memory


A sala estava vazia... Por muito pequena que fosse, nunca aquele pequeno espaço tinha sido tão grande. Vazio, frio, quase abandonado... Os sons que se ouviam, ecoavam de longe. Longe fisicamente, muito mais longe no pensamento. O tempo tinha voado, ainda ontem não estava ali. Aquela sala tinha guitarras, mas nem um estalido de uma corda se ouvia. Nem mesmo os passos mais apressados dos que querem ser mais do que nós incomodavam...
Dei por mim a viajar no tempo e a retrospectivar a minha vida. Só Damien Rice era capaz de prender a atenção, só a sua Blower's Daughter tinha a capacidade de ecoar por toda a sala. A única música que existia naquele computador parecia estar ali para este momento. Sozinho, mas ao mesmo tempo acompanhado. Fragmentos de memória acompanhavam-me durante aqueles curtos minutos. O retroceder de um ano e pensar o que eu era, pensar o que sou e mais do que isso, pensar o que poderei ser...
Por um lado, a nostalgia... Por outro, a ansiedade de quem espera pelos dias de descanso. Se por um lado pensava em descansar, por outro, pensava nos momentos únicos que tinha vivido durante o ano que tinha passado. Únicos. Mesmo aqueles em que tudo se resumia a olhar para um livro e não saber o que dizer ou pensar. Mesmo aqueles em que deixava de racionalizar e só conseguia fechar os olhos e pensar que um dia, tudo aquilo valerá a pena.

A música acabou. Com ela, um ano passou... E mesmo que um dia eu ache tudo isto muito ridículo, fica o desejo de repetir por muitos anos tudo o que vivi, não só neste ano, mas nos 20 anos que tive a felicidade de viver até hoje.
Afinal, valeu a pena esperar.

Obrigado aos que me dão o privilégio de os acompanhar. Aos que conheço há menos de um ano e muito especialmente, aos que eu acompanho há anos...
Sois os maiores...

O melhor é não fazer "repeat" da música do Damien Rice que isto tá a ficar sentimentalista demais.


Luís Peixoto, the Scottish

Garden beauty


Ao visitar um blog bem conhecido, recordei-me de um dos melhores filmes que vi. E não, não falo do "Braveheart" (porque esse é o melhor), mas sim de "Garden State".
Aqueles que me conhecem bem, sabem que eu gosto de cinema um bocado alternativo e que dispenso muito bem filmes de super-heróis e de gajos que vão para a selva e limpam tudo... Até vão pensar, "Óh, é mais um filme muito à frente que este gajo viu...". É e não é. É muito à frente porque está muito à frente da maioria dos filmes, mas ao mesmo tempo não o é porque é um filme de uma simplicidade que chegamos a duvidar dela.
Já vi o filme há uns meses atrás, mas por mim via-o todos os dias. Acho que o DVD ainda não saiu, mas quando saír não vai demorar muito até eu o ter nas minhas mãos. E o mesmo devia acontecer com toda a gente. É o filme obrigatório. A simplicidade do filme faz-nos pensar na complexidade em que tornámos as nossas vidas, mesmo sendo tudo tão simples, assustadoramente simples.
Zach Braff é actor, realizador e argumentista deste filme. E o rapaz tem talento. Até porque já o tinha mostrado e continua a mostrar em "Scrubs", ou em português "Médicos e Estagiários", que passa na Sic Radical. Além disso, tem a Natalie Portman... E sim, convém ver o filme duas vezes, uma para ver o filme, outra para ver a Natalie Portman.
É o tipo de filme que nos deixa com aquele sorriso estúpido no fim do filme, mas o sorriso de criança que adorou comer um chocolate. Neste caso, de adulto (ou não) que acabou de ver um dos melhores filmes de sempre. E é extremamente fácil identificarmo-nos com as personagens. Até parece que Zach Braff se inspirou na vida de cada um de nós para fazer este filme...

Como se tudo isto não chegasse, tem uma banda sonora muito, mas mesmo muito boa... Aliás, para quem quiser, recomendo a música "Fair", dos Remy Zero.

Quem quiser aprofundar conhecimentos sobre o filme, pode visitar http://www.rottentomatoes.com/m/garden_state/ .


A imagem que está no início deste artigo foi escolhida por mim, porque acho que é uma das imagens do filme que mais significado tem, para quem já o viu.
O filme é esta imagem, ou esta imagem é o filme...


Luís Peixoto, the Scottish

domingo, agosto 07, 2005

Imagem dupla


Hugo Leal - Jogador SC Braga;


Owen Wilson - Actor.

Imagem dupla

Inauguro aqui neste acolhedor blog, o espaço "Imagem dupla".
Todos já reparamos que existem pessoas muito parecidas e muitos de nós até suspeitam que uma pessoa desempenhe duas personagens sem que reparemos. Pois é, nunca se sabe se é um plano para dominarem o Mundo, por isso, este espaço tem como objectivo divulgar estas mesmas pessoas que se fazem passar por outras, mas que na realidade são uma e a mesma pessoa.

Brevemente colocarei um desses casos aqui.


Luís Peixoto, the Scottish

segunda-feira, agosto 01, 2005

Diário de Bordo - Dia 3

Dia 20 de Julho de 2005.

Era já Quarta-feira, meio da semana e ainda nada de produtivo para a sociedade estes 4 tinham feito. O dia começara cedo, por volta das 9 horas. A hora não era de resmungar (por muito que o Bósnia o quisesse), mas sim de acordar e preparar para visitar a vetusta Bracara Augusta.
A chamada higiene pessoal estava feita. O melhor era beber um leite ou café matinal e partir para Braga. Havia muito que fazer (ou não) na Faculdade destes 4. A todo o momento podia saír a nota da última disciplina a saber. Em caso de nota negativa, havia que inscrever para Setembro e o prazo era só até Sexta-feira. O momento da verdade estava perto...
Com um misto de ansiedade por chegar a Braga e nervosismo por saber a nota, os 4 fazem os 40 km que separam o Gerês de Braga (e vice-versa).
Foi como mudar do dia para a noite. No Gerês, respirava-se um ar limpo que em poucos locais se encontra e o sol brilhava o quanto queria. Em Braga, o ar estava seco, havia uma espécie de neblina criada pelo fumo dos incêndios. O cheiro a fumo, esse, era intenso. Não restavam dúvidas. Estavamos na nossa tão estimada cidade.
Na Faculdade já se perfilavam alguns curiosos à espera da nota. Quando souberam que a nota não tinha saído, criou-se um ambiente de guerrilha. Um exército de membros do sexo femenino preparava-se para invadir a secretaria enquanto aos 4 só lhes apetecia dizer "Oh amigo, isto num é benha benha benha...". Mas isso nunca resolve nada. Resignados, os 4 contfraternizaram com as pessoas que iam encontrando por lá, talvez matando já saudades dos árduos dias de trabalho que ali passaram juntos, embora pouco tempo tivesse corrido desde aí.
Depois de tudo isto, chegaram à brilhante conclusão que o melhor era irem almoçar. O Bale decidiu ir almoçar a casa, com a família. O Rui tomou a mesma decisão. No entanto, o Xapo e o Bósnia, tinham coisas combinadas com membros do sexo oposto. Não sei o que se passou durante aquele almoço, mas acho que não o quero saber, pelo menos para já...
A tarde foi passada em casa, mas antes ainda houve tempo de ir jogar no Euro Milhões. Diga-se, que não deu nada.
Ao fim da tarde, o regresso ao Gerês era inevitável e foi com um sentimento de alívio que os 4 sentiram de novo a liberdade desta terra. Neste momento já o Rui tinha escrito mil milhões de SMS e o Xapo não queria perder este duelo e não deixou também de mandar SMS.
As tendas estavam no mesmo sítio, tudo estava no mesmo sítio, ou seja, fora do sítio. Sim, porque arrumação era palavra que por vezes escapava aos 4. Hora de jantar e tudo "a ber...".
Uma esparguete com natas e pedaços de fiambre, acompanhada com salsichas "foi que nem rosca". Soube a cabrito. Uma maravilha. No entanto, só no fim de jantar é que estes se aperceberam que tinham comido demais... Por momentos, Bale e Bósnia sentiram que estavam prestes a estourar, qual Big Bang...
A noite caía e para variar, não havia muito para fazer, além de conversar e "ber...".
Enganem-se os que pensam que isto foi entediante. Os dias estavam a passar sem que se desse por isso...


Luís Peixoto, the Scottish