sábado, julho 23, 2005

Diário de bordo - Dia 1

Dia 18 de Julho de 2005.

Logo pela manhã, quatro jovens rudes, do campo, juntam-se para viver uma das maiores epopeias de sempre. Por questões de anonimato, prefiro chamar-lhes Bale, Bósnia, Cocas e Rui. Assim tenho a certeza de que se manterão incógnitos. Cerca das 9:30, juntam-se na Rua Fonte do Mundo, acompanhados de um elemento extra, Mateus. Todos prontos, arrancam para a casa do Mateus, onde um carro, a abarrotar de carga os espera, para lhes fazer companhia numa longa jornada. Antes de tudo, era hora de Mateus voltar para a terra dos boiolas, para passar um mês. Bósnia leva Mateus ao aeroporto. Este tem alguma dificuldade em fazer entender aos guardas do aeroporto que só quer ir para França e não tem qualquer tipo de explosivo dentro dele. Mateus irrita-se e grita "Pirrrrrroka!!!!!" e leva todos os guardas à frente e acaba por embarcar para Paris. É hora de estes quatro seres partirem para o Gerês.
O carro está cheio, o Bósnia conduz sentado em cima da almofada por questões de espaço, o Bale vai ao lado, com os sacos em cima, deixando por momentos de sentir partes importantes do seu corpo. Atrás vai o Rui, por entre fogões, mochilas e instrumentos musicais. O Cocas??? Ah, afinal o Cocas tá no carro, mas está debaixo da carga, o que impossibilita de o encontrar. Mas há esperança de o encontrar quando chegar ao Gerês.
A viagem corre bem, o som continua a bombar no carro. Após cerca de 45 minutos de viagem, surge o Gerês no horizonte. Ao bom estilo de "Royston Vasey", pouca gente circula na rua e existe ali num canto uma "Local Shop". Uns largos metros adiante, o Parque de Campismo do Vidoeiro. O carro a muito custo consegue levar a carga até ao destino e os 4 escolhem um local ermo e sombrio para passarem estes 5 dias. No topo do parque, montam acampamento, local estratégico para controlar toda a movimentação. O melhor era irem comer qualquer coisa, a chamada fome estava a chegar. Na vila comem-se uns hamburguers muito bons. Correcção, hamburguers é para boiolas, para homens a sério, come-se hambúrgas. Depois de aconchegarem a barriga, dão uma volta para ver o que se passa. Nada de especial, para variar. Após o jantar, nada de novo se passa. Tocam-se umas musiquinhas para passar o tempo. Até ao momento, o tempo útil do Rui contabiliza-se em 20 minutos. O resto foi passado a escrever SMS.
- "Num há gaijas??" - Exclama alguém... Parece que não. O melhor é mesmo dormir. O Bale até queria dormir, mas o Cocas mantinha os seus dois telemóveis activos, escrevendo SMS a torto e a direito. Aposto que com o Bósnia se passa o mesmo do que com o Bale, mas o Rui também dá uso extra ao telemóvel. É o que dá ter mil milhões de mensagens de borla. Diz o Cocas que está a falar com amigas. Bale desconfia dos seus planos e começa a pensar se todas aquelas SMS não serão formas de comunciar com todos os Fafenses com vista a invasão mundial e sua consequente destruição. O Cocas fornece um desses números ao Bale e este averigua os seus planos, contactando uma dessas fontes por SMS.
O dia fica por ali. Amanhã haveria mais...

Frase do dia: "Eu não vivo sem pornografia!" - Rui


Luís Peixoto, the Scottish

2 comentários:

Anónimo disse...

A ti Bale, que penso, querer continuar a manter o anonimato, os parabéns, este blog, para variar, está genial.. e concordo plenamente contigo, em relacção à BOIÓLOSIDADE dos franceses, não inganam ninguém... é tudo uma cambada de larilas, e por isso todos os anos, por esta altura, receio pla minha dignidade... vive lá france...
Tás lá... baie pensando em publicar os teus blog's, pois dava um excelente "O Homem que f*d*u" o cão".
Um abraço, fica bem, e até à próxima

Anónimo disse...

Queria só aqui dizer ó "FAXABÔR" que uma das "gaijas" a quem o Cocas mandou mensagens era assim tipo... EU!!! Por isso se esse gajo não vier a público repôr a verdade dos factos eu, digamos que, nos entrementes da coisa, em suma, parto-lhe a boca. E eu tenho em casa o chamado PAU DO MARMELEIRO!!! Um abraço, Acosta